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Dragagem do Porto de Santos mudará navegação marítima do Brasil
24/01
Todos foram unânimes em apontar como momento histórico para o Porto de Santos (SP) a assinatura do contrato da dragagem de aprofundamento, que aumentará a profundidade do canal de navegação do maior porto do Hemisfério Sul dos atuais 12,5 metros para 15 m
“Posso dizer que este é um dos dias mais felizes que estou tendo como secretário dos Portos”, destacou Brito, para uma plateia lotada de empresários do setor, autoridades políticas, diretores da Codesp e da Secretaria Especial de Portos (SEP). Para o ministro, se o Governo Federal não estivesse dragando mais nenhum porto e só o complexo portuário santista, “já mudaria toda a lógica do tráfego internacional de navios para o Brasil, porque esta providência torna o Porto de Santos o porto concentrador brasileiro, vai permitir que ao invés de navios de 4,5 mil TEUs [unidade equivalente a um contêiner de 20 pés], nós possamos receber navios de até 9 mil TEUs. As linhas internacionais poderão chegar diretamente e sair também diretamente do Porto de Santos”. Pedro Brito observa que a obra é muito maior do que se possa imaginar, “porque ela não se refere somente ao Porto de Santos, na verdade ela muda toda a lógica da navegação do Brasil inteiro. E muda paradigmas”. O ministro disse que não tinha nenhuma dúvida em reafirmar que o Programa Nacional de Dragagem por Resultado, uma das primeiras ações da sua pasta e que está sendo implementada pelo Governo Federal, vai transformar em definitivo as características dos portos brasileiros. “Nós vamos poder falar em dois tempos: o antes e o depois do Programa Nacional de Dragagem. Vamos ter uma revolução completa nas atracações e nos destinos de todos os portos brasileiros”. Só no Porto de Santos, o governo do presidente Lula estará investindo 254 milhões de reais, fez questão de lembrar o ministro dos Portos: “128 milhões de reais na dragagem de aprofundamento, 71 milhões de reais na dragagem de manutenção, 29 milhões no derrocamento de duas rochas e 26 milhões em programas ambientais”. O início das obras depende, ainda, do cumprimento de todas as etapas ambientais e do recebimento da Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que o ministro espera ser dada em dez dias. O presidente da Chec Dredging Co. Ltda., subsidiária da Shangai Dredging Co, Deng Hong Ling, assina contrato em Santos O ministro está otimista com relação ao início das obras da dragagem no Porto de Santos, que ele espera (depois da LI) aconteça dentro de 30 a 45 dias no máximo e esteja concluída até novembro de 2010. “Não tenho nenhuma dúvida que o Consórcio Draga Brasil vai trabalhar para antecipar esse prazo”, referindo-se ao representante do consórcio na mesa, Francisco Sérgio Barrera. Presentes Além de Pedro Brito, José Roberto Correia Serra e Francisco Sérgio Barrera, participaram da mesa da solenidade de assinatura do contrato entre a SEP e o Consórcio Draga Brasil: Sérgio Aquino, presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e secretário municipal de Assuntos Portuários de Santos; deputado federal Márcio França (PSB); o presidente do Conselho de Administração (Consad) do Porto de Santos e também chefe de gabinete da SEP, Augusto Wagner Padilha Martins; e Deng Hong Ling, representando a empresa Chec Dredging, uma das participantes do Consórcio Draga Brasil.

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